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APROFUNDAMENTO TEOLÓGICO - A MATERNIDADE DIVINA: Maria Virgem antes do parto.

A MATERNIDADE DIVINA

Toda Mariologia procede de um princípio fundamental, que vem a ser a principal prerrogativa de Maria Ssma: Ela é a Mãe de Deus feito homem.  Já o Papa Paulo IV em 7/8/1555: “A bem-aventurada Virgem Maria foi verdadeira Mãe de Deus, e guardou sempre íntegra a virgindade, antes do parto, no parto e depois do parto”.

 

Maria Virgem antes do Parto

NA ESCRITURA

            Deu-se assim a concepção de Jesus Cristo: Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes, porém, de habitarem juntos, achou-se grávida pelo poder do Espírito Santo”. (Mt 1,18-20).  Tenhamos em vista os textos Lc 1,26 e Is 7,14.

 

TRADIÇÃO E MAGISTÉRIO DA IGREJA

         S. Inácio de Antioquia (+110): “O Filho de Deus...verdadeiramente nasceu de uma Virgem” (Aos Esmirnenses 1,1).

 

         S. Justino (+165): “A Virgem há de conceber, não do varão...A força de Deus, sobrevindo a Ela, recobriu-a e fez que , embora virgem, se tornasse grávida” (Apologia 1,33).

 

         S. Ireneu (+202): refere-se ao sinal prometido em Is 7,14.

 

         O magistério da Igreja, através do Credo professa: “Jesus Cristo foi concebido do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem”.  Depois, em 649 o Concílio Regional de Latrão: “Maria, a Santa Mãe de Deus e Imaculada Virgem...

 

         Em 1555, o Papa Paulo IV: “Maria persistiu sempre na integridade da virgindade antes do parto, no parto e perpetuamente depois do parto”.  Maria é aeiparthénos, sempre virgem (antes do parto, no parto e após o parto).  E, até os reformadores do séc. XVI guardaram esta profissão de fé.

 

OS REFORMADORES PROTESTANTES

         A Profissão de Fé de Augsburg (Confessio Augustana) redigida por Felipe Melanchton, aprovada por Lutero e confirmada pelos príncipes protestantes em 1530: “Um só Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascido da Virgem Maria”.

         O “Antigos da Doutrina Cristã” elaborados por Lutero em 1537: “O Filho de Deus faz-se homem, de modo a ser concebido do Espírito Santo sem o concurso de varão e a nascer de Maria pura, santa e sempre Virgem”.

 

         João Calvino, em 1542 no “Catecismo da Igreja de Genebra”: “O Filho de Deus foi formado no seio da Virgem Maria...Isto aconteceu por ação milagrosa do Espírito Santo sem consórcio de varão”.

 

         Ulrico Zwingli (+1531): “... Maria, como virgem pura, nos gerou o Filho de Deus e que no parto e após o parto permaneceu para sempre virgem pura e íntegra

 

         Até mesmo o Corão de Maomé, professa a virgindade de Maria.

 

         Estes testemunhos, dão suficientemente a ver como a crença na virgindade de Maria ocupa lugar eminente no conjunto das verdades que a fé cristã sempre professou.

 
fonte da notícia: ISCR - Inst. Sup. Ciencias Rel (anotações) inserido por: Caridade
 
 
 
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